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Platina Universal

  

A platina universal é um equipamento acoplado ao microscópio ótico, usado para medir o azimute do eixo cristalográfico c (a direção, ângulo que o eixo faz com o norte), o seu caimento (inclinação) e, ainda, o ângulo formado entre o eixo e os segmentos de borda do grão. A platina usada no Laboratório de Microscopia e Microanálise - setor MEV/EBSD possui três eixos: dois no plano horizontal (E2 e E3), perpendiculares entre si, e um no plano vertical (E1), perpendicular aos dois primeiros. Tem-se, ainda, duas semi-esferas utilizadas para convergir o feixe luminoso para o ponto de cruzamento dos retículos da ocular do microscópio.
O objetivo, ao se usar a platina, é colocar o grão em uma posição tal que o seu eixo cristalográfico esteja na posição vertical ou horizontal, pois, assim, ao determinar o ângulo necessário para se atingir tal posição, determina-se o ângulo de caimento ou inclinação do eixo, logo a sua orientação, por exemplo, em relação à foliação da rocha.

  

 

 

Procedimento de Uso

  

Colocada a lâmina delgada na platina e localizado o grão, deve-se, inicialmente, com uma placa acessória determinar a posição do eixo cristalográfico c e, então, rotacioná-la em torno de E1 até que o eixo esteja na posição E-W, ou seja, o grão esteja extinto. O passo seguinte é rotacionar a lâmina em torno de E2 até que o grão atinja a posição de máxima iluminação e, em seguida, rotacionar em torno de E3 até que atinja, novamente, a posição de extinção. Nesse ponto, o eixo cristalográfico estará na posição horizontal (E-W) ou vertical.


Considerando o eixo c do grão na posição horizontal, ao rotacionar a lâmina em torno de E2, o grão permanecerá na posição de extinção (sempre escuro), pois o eixo cristalográfico irá rotacionar sobre si mesmo. Contudo ao rotacioná-la em torno do eixo do microscópio, o grão assumirá posição de extinção e máxima iluminação alternadamente (a cada 45º), que descreverá uma trajetória circular. Se o eixo estiver na posição vertical, ao se rotacionar a platina, em torno de qualquer de seus eixos, o grão permanecerá sempre extinto.
Obtém-se, então, uma série de medidas e relações entre as orientações cristalográficas dos grãos, descrevendo as características texturais do agregado em questão.